
Decálogo 8 — Kieślowski e o tempo de compreender
Uma aula de ética em Kieślowski abre uma reflexão sobre escuta, autoconhecimento e o tempo necessário para encontrar as próprias respostas.
Psicólogo · CRP 07/43950
ENTRE UMA LEITURA E OUTRA
Escrita, experiência humana e encontros com a arte.
Escrevo sobre cinema, literatura e filosofia como modos de ampliar a atenção à experiência humana. São encontros com obras que me ajudam a ver, ouvir e sentir — e que continuam a interrogar meu trabalho como psicólogo.
Os ensaios preservam esse espaço de reflexão pessoal: uma leitura de um filme ou de um livro não é uma explicação pronta sobre quem chega ao consultório.
“Minha tarefa, aquela que estou tentando realizar, é, pelo poder da palavra escrita, levar você a ouvir, e a sentir — é, antes de tudo, levar você a ver. Nada mais além disso, e isso é tudo.”
Joseph Conrad
ACERVO

Uma aula de ética em Kieślowski abre uma reflexão sobre escuta, autoconhecimento e o tempo necessário para encontrar as próprias respostas.

Uma leitura de Balzac sobre idealização, amadurecimento e o que a literatura pode tornar visível em nossa experiência.

Com Lavelle, uma reflexão sobre as palavras que distinguem os sentimentos e sobre o cuidado de levá-las à escuta clínica.

Um ensaio sobre os pressupostos da escolha teórica, os limites do conhecimento e o compromisso com a verdade na escuta clínica.

Em Persona, o silêncio abre a fala e também pode ferir. Um ensaio sobre confidência, limites e responsabilidade na escuta clínica.

Uma carta põe em dúvida a origem de Anka. O vínculo vivido, porém, exige uma resposta que a biologia não pode dar sozinha.

A bondade de Ihei encontra orgulho e incompreensão. Uma leitura sobre ação, autoconhecimento e o simbolismo do sol e da lua.

O que um filme deixa em nós depois dos créditos? Dreyer abre uma reflexão sobre imaginação, atenção e a escolha do que nos forma.

A condessa e o jovem pároco encontram modos distintos de aceitar a realidade. Um ensaio sobre perda, liberdade e a paz possível.

O reencontro entre Eva e Charlotte expõe ausências, ressentimento e a difícil possibilidade de escutar quem ainda espera por nós.